Depois de nosso último (des)encontro, conclui: quem mudou fui eu. Tu continuas o mesmo — com um ou dois quilos a mais — enquanto a mim, só o que restou foi a vontade de nunca mudar. Logo eu, que vivo de pequenas coisinhas. Logo eu, tão mutável. Aquele doce sorriso que tu gostavas tanto foi-se, junto contigo. E já não tenho mais aquele amor todo. Aliás, alguém já te disse o que acontece quando se tem muito amor? Transborda. E de tanto transbordar esvazia o copo, digo, o coração. Mas ainda sim restaram coisas boas: um pouco de esperança, um pouco de fé e pouco de saudade.

Sem comentários:
Enviar um comentário