"Eu acredito no poder da fotografia. As lentes da máquina são novos ângulos, novos pontos de vista para mundos opostos, paralelos, separados por muros de dinheiro. As lentes de uma máquina fotográfica não têm preconceito. Elas estão sempre dispostas a fotografar o milionário e o indigente, o político e o rebelde. O fotógrafo nada mais é que um instrumento dos botões e das engenhocas que desejam revelar aos mais cegos os mistérios do mundo, as belezas camufladas e as verdades dissimuladas. O papel brilhante contém a alma do instante. Regista o movimento de um beijo, a rapidez de um resgate, a crueldade de uma captura e a dor da escravidão. A fotografia aprisiona o momento no papel, mas liberta quem a acciona, despertando a esperança de que a cena jamais será esquecida. A fotografia abre novos horizontes e revela ao homem que os olhos não são nada, sem as lentes."

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